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Sincronizar Compras de Carne

Configurações necessárias antes de rodar a opção 252 — módulo Compras de carne

Para sincronizar (contabilizar) as compras de carne, o cadastro precisa estar certo antes de rodar a opção 252 — senão o documento é pulado ou o asiento sai errado.

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O que é sincronizar Compras de carne

Sincronizar é o processo, feito na opção 252, que lê as compras de carne já lançadas (opção 2322) e gera sozinho o asiento correspondente: o débito do estoque (ou da despesa, conforme o Grupo de Produto), o débito do imposto que se recupera e o crédito ao fornecedor. O módulo faz três passadas sobre as compras do período:

  • Compra — a compra em si. Debita a conta de compra do Grupo de Produto de cada item (ou a conta de transferência de entrada, nas transferências entre filiais). Na compra de importação, o frete e o seguro entram no valor debitado.
  • Devolução no mercado interno — devolução ao fornecedor. No Brasil debita a conta de Devolução de Vendas da Filial e gera as linhas de imposto de devolução.
  • Devolução de exportação — devolução de mercadoria exportada. No Brasil usa a conta de Devolução de Vendas da Filial; nos demais países usa uma conta “em curso” já definida no sistema para cada empresa.
Ficam de fora, sem aviso: a transferência entre filiais fora do Brasil (tem módulo próprio), as notas de importação (são contabilizadas pelo despacho — veja o guia do Despacho de compra de carne) e os documentos de tipo NR, SC e R1.
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Antes de sincronizar

Confira estes seis pontos antes de rodar a sincronização. É aqui que quase todo problema nasce.

  • 1
    Tipo de Faturamento com conta de crédito.No cadastro do Tipo de Faturamento da compra, a conta do Plano de Contas que recebe o crédito do fornecedor precisa estar preenchida — sem ela a compra é pulada. Se a conta escolhida for sintética, você não precisa criar uma conta para cada fornecedor: a sincronização cria sozinha a conta analítica do fornecedor abaixo dela (na simulação essa conta aparece zerada, porque só é criada rodando de verdade).
  • 2
    Produto com Grupo de Produto e conta de débito.Todo produto comprado precisa ter o Grupo de Produto preenchido, e o grupo precisa ter a conta de compra do Plano de Contas — é ela que recebe o débito do item. No Brasil, se o Tipo de Faturamento tiver uma conta de contrapartida, ela vale no lugar da conta do grupo.
  • 3
    Filial com as contas de imposto.No cadastro da Filial: no Paraguai e na Bolívia, a conta de IVA 10% (e a de IVA 5%, se houver produto com 5%); no Brasil, a conta de ICMS a recuperar (é o campo de conta de IVA 5% da Filial). Se a conta de IVA/ICMS faltar, a linha do imposto simplesmente não sai e o asiento não fecha. Com ICMS ST no Brasil são exigidas também a conta de ICMS ST a recuperar e a de ICMS ST de devolução; nas devoluções, a de Devolução de Vendas.
  • 4
    Cotação de câmbio e conta de Diferença de Câmbio.Quando a compra é em moeda diferente da local, a cotação de venda da moeda precisa estar cadastrada na opção Cotação de Moedas e autorizada pela contabilidade, na data da emissão — no Paraguai vale a cotação do dia anterior à emissão. Além disso, a Filial deve ter a conta de Diferença de Câmbio: é nela que cai o ajuste de arredondamento; sem ela, o asiento com sobra fica aberto.
  • 5
    Funrural: centro de custo COLCAT com conta de crédito.Se a compra tem funrural, a Filial precisa ter o centro de custo COLCAT (compra de gado) configurado, e esse centro de custo precisa ter conta de crédito. O funrural vira uma linha de crédito nessa conta e reduz o crédito do fornecedor. Sem a conta, a compra é pulada.
  • 6
    Período contábil aberto.O período informado não pode estar dentro de um mês já fechado pela contabilidade, e um asiento já conferido não é refeito. Confirme com o setor contábil antes de tentar.
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Passo a passo na tela de Sincronização

  1. Abra a opção 252 (Sincronização / Contabilização).
  2. Selecione a filial (ou deixe em branco para percorrer todas).
  3. Selecione o módulo: Compras de carne.
  4. Defina o período (data inicial e final) cobrindo a data dos documentos.
  5. Rode primeiro em modo Simulação (sem gravar). Mostra quantos documentos serão processados e quantos serão pulados, com o motivo de cada um.
  6. Corrija no cadastro o que a lista de pulados apontar e rode a simulação de novo.
  7. Sem mais pendência de cadastro, rode a sincronização de verdade (gravando).
  8. Anote o número do asiento gerado.
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Exemplo de asiento gerado

Uma compra de carne no Paraguai de G$ 11.000.000 (IVA 10% já incluído no preço) do fornecedor Frigorífico Exemplo S.A., com dois produtos de grupos diferentes: Carne bovina G$ 6.600.000 e Miúdos G$ 4.400.000. É assim que o asiento aparece no Lançamento Contábil (251):

ContaDébitoCrédito
Estoque — Carne bovinaconta de compra do Grupo de Produto6.000.000
Estoque — Miúdosconta de compra do Grupo de Produto4.000.000
IVA 10% crédito fiscalconta de IVA 10% da Filial1.000.000
Fornecedores — Frigorífico Exemplo S.A.conta analítica do fornecedor11.000.000
Total11.000.00011.000.000
  • Débito do estoque: uma linha por conta de grupo, sempre sem o imposto — 6.600.000 ÷ 1,10 = 6.000.000 e 4.400.000 ÷ 1,10 = 4.000.000.
  • Débito do imposto: o IVA dos itens (600.000 + 400.000) vai junto numa linha só, na conta de IVA 10% da Filial. É débito porque é imposto que a empresa recupera.
  • Crédito do fornecedor: o valor total da nota, 11.000.000 (menos o funrural, quando houver).
  • Fecha: 6.000.000 + 4.000.000 + 1.000.000 = 11.000.000, igual ao crédito.
Nomes de contas e valores são ilustrativos. Variações: no Brasil o ICMS já calculado na compra sai do valor de cada item e vai a débito na conta de ICMS a recuperar da Filial, e o ICMS ST tem linhas próprias; quando a compra tem o XML do fornecedor, o ICMS vem do XML e é abatido só da primeira linha; na Bolívia o IVA de 13% tem cálculo próprio; o funrural vira uma linha de crédito no centro de custo COLCAT; em moeda estrangeira cada linha é convertida (no Paraguai, pela cotação do dia anterior) e, se sobrar diferença de arredondamento, entra uma linha extra de redondeo; nas devoluções valem as contas de devolução.
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Conferência e erros comuns

Depois de rodar de verdade, abra o Lançamento Contábil (opção 251) pelo número do asiento e confira:

  • o total do débito bate com o total do crédito;
  • a conta de débito de cada item é a do Grupo de Produto (ou a de contrapartida do Tipo de Faturamento, no Brasil);
  • o crédito está na conta analítica do fornecedor certo;
  • se havia funrural ou mais de uma moeda, existem a linha do COLCAT e a de ajuste de diferença de câmbio.
Motivo do puladoO que fazer
Tipo de faturamento “X” [id] sem conta de créditoCadastrar a conta de crédito no cadastro do Tipo de Faturamento
Grupo de produto “X” [id] sem conta de débito (ou [sem identificação], se o produto não tem grupo)Preencher o Grupo de Produto no cadastro do produto e a conta de compra no cadastro do grupo
Compra sem data de emissãoPreencher a data de emissão na compra (opção 2322)
Sem valor de câmbio, ou a cotação ainda não foi autorizada pela contabilidadeCadastrar a cotação na Cotação de Moedas e pedir que a contabilidade a autorize
Centro de custo COLCAT sem conta de crédito — o funrural de X não tem onde entrarCadastrar a conta de crédito no centro de custo COLCAT configurado na Filial
A filial não tem conta de ICMS ST a recuperar, de ICMS ST de devolução ou de devolução de vendas cadastradaCadastrar a conta indicada no cadastro da Filial
Emitente não informado ao buscar a conta contábilInformar o fornecedor na compra
Período já fechado pela contabilidade (aparece ao iniciar a rodada, antes de processar)Escolher um período em mês aberto ou confirmar com a contabilidade se pode reabrir
Documento cujo asiento já foi conferido, ou está em mês fechado, aparece na coluna Bloqueados e não é refeito. Rodar o mesmo período de novo não duplica nada: o asiento existente é apagado e regravado com o mesmo número. Se, depois de corrigir o cadastro, o documento continuar pulado, confira se a própria compra foi gravada com valores coerentes na tela de lançamento (2322).