← Todas as sincronizações

Sincronizar Cobranças no Exterior

Configurações necessárias antes de rodar a opção 252 — módulo Cobrança no exterior

Para contabilizar uma cobrança no exterior, as contas do banco, do cliente e da Filial precisam estar certas antes de rodar a opção 252 — senão a cobrança é pulada (ou ignorada em silêncio) ou o asiento sai errado.

01

O que é sincronizar Cobrança no exterior

A sincronização lê as cobranças de exportação registradas na opção 22H e gera um asiento por cobrança, na data do recebimento: debita a conta bancária pelo valor líquido recebido, debita as taxas e o desconto, e credita o cliente no exterior — uma linha por fatura distribuída. Nas listas de pulados, o documento mostrado é o número do Swift.

  • A — Adiantamento: não há fatura a baixar. O crédito é uma única linha, na conta de exportação do cliente, pelo valor bruto.
  • N — Normal: uma linha de crédito por fatura distribuída, com a diferença de câmbio entre a cotação da cobrança e a da emissão do título.
  • O — Cobrança nova: como a normal, mas a diferença de câmbio só sai nas distribuições do tipo F com faturamento; a distribuição do tipo A credita a conta de exportação em vez do cliente; e, se as faturas somarem menos que o bruto, a sobra é adiantamento e vai para a conta de exportação.
Um tipo de recebimento diferente de A, N e O não gera crédito ao cliente nem à conta de exportação. O acréscimo da cobrança entra na última fatura distribuída (não numa linha própria). Cobranças cuja conta bancária de entrada não tem conta contábil ligada são ignoradas em silêncio — não aparecem nem como geradas nem como puladas.
02

Antes de sincronizar

Confira estes cinco pontos antes de rodar a sincronização. É aqui que quase toda cobrança pulada nasce.

  • 1
    Conta bancária de entrada com conta contábil.No cadastro da Conta Bancária onde o dinheiro entrou, ligue a conta do Plano de Contas (e confira que ela tem número). Sem a ligação a cobrança é ignorada em silêncio; com a conta sem número, a cobrança é pulada.
  • 2
    Caixa de exportação do cliente com conta contábil.No cadastro do Emitente (o cliente no exterior), preencha a caixa de exportação e ligue a ela uma conta do Plano de Contas. É exigido em toda cobrança, mesmo nas do tipo normal; sem isso a cobrança é pulada.
  • 3
    Contas da Filial: gastos bancários, descontos e diferença de câmbio.No cadastro da Filial: a conta de gastos bancários (quando há taxa), a de descontos (quando há desconto) e a de Diferença de Câmbio (usada para a diferença entre cotações e para o arredondamento). Quando falta a que a cobrança usa, ela é pulada apontando qual.
  • 4
    Cotação de câmbio contábil autorizada.É preciso a cotação contábil de compra da data da cobrança e, nos tipos N e O, a da emissão de cada título distribuído — todas já autorizadas, na opção Cotação de Moedas. No Paraguai, a cotação usada é a do dia anterior.
  • 5
    Conta do cliente no exterior no Plano de Contas.O crédito vai para uma conta do cliente: o sistema parte de uma conta fixa de clientes do exterior (que varia com a empresa) e, se ela for sintética, cria sozinho a conta analítica do cliente sob ela; se o Plano de Contas do seu banco não a tiver, acione o suporte. O mesmo vale para a conta de antecipo, usada quando as faturas somam mais que o valor bruto.
03

Passo a passo na tela de Sincronização

  1. Abra a opção 252 (Sincronização / Contabilização).
  2. Selecione a filial (ou deixe em branco para percorrer todas).
  3. Selecione o módulo: Cobrança no exterior.
  4. Defina o período (data inicial e final) cobrindo a data dos documentos.
  5. Rode primeiro em modo Simulação (sem gravar). Mostra quantos documentos serão processados e quantos serão pulados, com o motivo de cada um.
  6. Corrija no cadastro o que a lista de pulados apontar e rode a simulação de novo.
  7. Sem mais pendência de cadastro, rode a sincronização de verdade (gravando).
  8. Anote o número do asiento gerado.
04

Exemplo de asiento gerado

Uma cobrança normal (tipo N) de US$ 10.000 de uma exportação, com US$ 50 de taxa no exterior e US$ 50 de taxa no banco local, distribuída numa única fatura. A cotação da cobrança e a da emissão da fatura são iguais, G$ 7.400 (para o exemplo ficar simples). Os valores abaixo estão em guarani; o valor em dólar aparece embaixo do nome de cada conta:

ContaDébitoCrédito
Banco — Banco Exemplo, conta em dólarconta bancária de entrada · US$ 9.900 (bruto menos as taxas)73.260.000
Gastos bancáriosconta de gastos bancários da Filial · US$ 100 (as duas taxas)740.000
Clientes do exterior — Importadora Exemplo Ltda.conta analítica do cliente · US$ 10.000 (fatura distribuída)74.000.000
Total74.000.00074.000.000
  • Débito do banco: o valor líquido — o bruto menos as taxas do exterior e do banco local (10.000 − 50 − 50 = US$ 9.900).
  • Débito das taxas: uma linha só, com a soma das duas taxas (US$ 100), na conta de gastos bancários da Filial.
  • Crédito do cliente: uma linha por fatura distribuída, pelo valor distribuído (US$ 10.000 × 7.400).
  • Fecha: 73.260.000 + 740.000 = 74.000.000, igual ao crédito.
Nomes de contas e valores são ilustrativos. Variações: (1) no tipo A (adiantamento) as linhas de débito são as mesmas e o crédito é uma linha só, de US$ 10.000, na conta de exportação do cliente. (2) Quando a cotação da cobrança é diferente da cotação da emissão da fatura, a diferença vira duas linhas em guarani — o cliente contra a conta de Diferença de Câmbio da Filial; se a cobrança foi feita a uma cotação maior que a da emissão, o cliente é debitado e a conta de diferença é creditada; se foi menor, o contrário. (3) O que ainda sobrar por arredondamento vira uma última linha "Diferencia Redondeo" na conta de Diferença de Câmbio. (4) O desconto, quando existe, é um débito próprio na conta de descontos da Filial; e, se as faturas distribuídas somarem mais que o bruto, a diferença é debitada na conta de antecipo.
05

Conferência e erros comuns

Depois de rodar de verdade, abra o Lançamento Contábil (opção 251) pelo número do asiento e confira:

  • o total do débito bate com o total do crédito (na moeda local);
  • há uma linha de crédito por fatura distribuída (ou uma única, na conta de exportação, no adiantamento);
  • se as cotações da cobrança e da emissão diferem, existe o par de linhas de diferença de câmbio;
  • a linha de "Diferencia Redondeo", se existir, é pequena — um valor grande indica cotação ou distribuição errada.
Motivo do puladoO que fazer
Conta bancária de entrada «...» sem conta sintéticaConferir no Plano de Contas a conta ligada à Conta Bancária de entrada (ela precisa ter número)
Cobrança sem dataInformar a data da cobrança na opção 22H
A caixa de exportação do emitente «...» não tem conta contábilPreencher a caixa de exportação no cadastro do Emitente e ligar a ela uma conta do Plano de Contas
Sem conta de gastos bancários da filialCadastrar a conta no cadastro de Filial
Sem conta de descontos da filialCadastrar a conta no cadastro de Filial
Sem conta de diferença de câmbio da filialCadastrar a conta de Diferença de Câmbio no cadastro de Filial
Sem valor de câmbio, ou a cotação ainda não foi autorizada pela contabilidadeCadastrar e autorizar a cotação na opção Cotação de Moedas
Emitente não informado ao buscar a conta contábilInformar o cliente na cobrança (22H)
Um asiento que já foi conferido (ou que está em mês fechado) não é refeito: ele aparece como bloqueado no resultado, e não como erro. Se a cobrança aparece em 22H mas não sai nem como gerada nem como pulada, confira se a conta bancária de entrada tem conta contábil ligada.